“Reconstruir-te-ei, e serás restaurada, ó virgem de Israel!” (Jeremias 31, 4)
Sem cessar o Senhor em seus desígnios tem nos surpreendido: tal e qual é a nossa expectativa. Requer, portanto, de nossa parte uma reação, como protagonizamos aquilo que Deus quer estabelecer no meio do seu povo? Sugerimos a ‘Fé’ e as ‘obras’! São Tiago em sua carta nos diz que uma e outra caminham juntas, e sem uma a outra não tem fundamento.
A fé expectante nos faz alcançar dimensões imensuráveis, podemos ver além do que os nossos olhos alcançam, mas o dom da Fé exige uma postura enfática: postura de ‘artífice’, estado de prontidão, somos os artífices, os operários da ‘última hora’ (“O próprio Deus do céu é quem nos fará triunfar. Nós somos seus servos, e vamos reconstruir” – Neemias 2, 20), sobretudo nestes tempos de reconstrução, de edificações e de obra nova que o Senhor tem feito no meio de nós.
“Olhai para as nações e vede. Ficareis assombrados, pasmos, porque vou realizar em vossos dias uma obra, que não acreditaríeis, se vo-la contassem” (Habacuc 1, 5)
Estamos em ‘reconstrução’, é conhecimento de todos nós, os envolvidos com a missão enquanto RCC, que os tempos vindouros serão de muita labuta, desafios e conquistas. Atentemos lamentavelmente aos fatos irreparáveis que assolam o mundo e o Brasil, as calamidades ocorridas por terremotos, pelas chuvas e demais manifestações da natureza que têm desabrigado e ocasionado ruínas, com um considerável saldo de morte, perda, aflição e dor, diante de inesperados acontecimentos, não há do que se prevalecer, porém, esta catequese se utilizará destes fatos para nos dirigir a você, estimado jovem.
Não há dúvida que após tais perdas, precisará essa gente retomar, recompor a vida, reconstruir, mesmo que os prejuízos ultrapassem as questões civis e físicas, são prejuízos que nem o tempo poderá sanar, vidas, sonhos, história, amigos e entes queridos.
“Reerguerás as ruínas antigas, reedificarás sobre os alicerces seculares; chamar-te-ão o reparador de brechas, o restaurador das moradias em ruínas.” (Isaías 58, 12)
Somos um povo que dificilmente se preocupa com a prevenção das coisas, bem sabemos que alguns destes lamentáveis fatos envolvem questões de interesse político, com isso se faz necessário por ocasião, que os “muros caiam, os escombros venham abaixo, as estruturas sejam abaladas para que uma reconstrução de fato aconteça”. E reconstrução não é reforma!
Quando pretendemos reformar um patrimônio gastamos menos do que se fizéssemos uma restauração, uma reconstrução. São menos gastos, porém o prazo de validade é de pouca durabilidade aumentando assim as vezes que precisaremos fazer outras e outras reformas.
Como construtores deste novo tempo, artífices e protagonistas, não nos contentaremos com as ‘reformas’, com os pequenos reparos, com poucos avanços, com poucas coisas que nos mantêm aprisionados a uma inércia causando muitas vezes uma aparente mediocridade ministerial. O patrimônio que Deus quer reconstruir é certamente a nossa estabilidade enquanto movimento eclesial é a nossa ‘fome e sede’ * de evangelização é, sobretudo, o nosso Grupo de Oração, ambos acompanhados do grande desafio que temos abraçado: a construção da nossa Sede Nacional de Formação, ‘nossa casa, nossa benção’. “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem” (Salmo 126, 1).
Avante portanto ‘reparador de brechas’, ‘restaurador de moradias’, temos muito o que conquistar!
Deus abençoe!
“Maldito seja quem te desprezar; desonrado, quem te caluniar; Bendito seja quem te reconstruir!” (Tobias 13, 16)
* Ageu 8, 11. “Virão dias, - oráculo do Senhor – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor”.
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